Situações da vida real - Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Situações da vida real - Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

“Doutor, assisti muito nos meios de comunicação, que no mês de abril (dia 26), as Sociedades Científicas envolvidas com a abordagem da hipertensão, comemoram o dia nacional de combate a esse mal. Aqui no Brasil temos o que comemorar?"

Excelente pergunta, estimada leitora. Vamos a resposta:

Podemos simplesmente dizer que temos o que comemorar, e/ou, falar de alguns avanços nessa área que já se observa. Antes, desejo reforçar que além da comemoração esse dia se tornou uma oportunidade de levar aos indivíduos uma clara mensagem de que a hipertensão quase sempre é uma doença prevenível. Mesmo quando já diagnosticada, o seu efetivo controle pode levar o paciente a tomar menos remédios e mesmo deixar de tomar remédios.

Quando falo em “efetivo controle”, estou fazendo uma referência ao que estou chamando de controle do “entorno”. Ou seja, daquilo que está cercando o indivíduo e o torna hipertenso. O entorno mais evidente num individuo hipertenso é a obesidade, o sedentarismo, o excesso de comida contendo sal ou mesmo o sal adicionado aos alimentos já prontos, a bebida alcóolica e a falta de consumo de potássio, que está presente nas frutas e hortaliças.

Você pode questionar porque não elenquei o tabaco nessa relação. O tabaco é o fator de risco mais importante a ser combatido, embora essa relação direta com o aumento da pressão arterial ainda seja questionada. Posso dizer que em um paciente onde encontremos todos esses fatores de risco a minha sugestão para iniciar o cultivo de um “entorno” saudável é: pare de fumar, depois prossiga abordando os outros elementos aqui citados.

Mas vamos à resposta principal: o que temos a comemorar? Embora a prevalência permaneça alta no Brasil e em todo o mundo, cerca de 30% da população adulta (acima de 18 anos), o seu conhecimento e controle têm melhorado substancialmente, especialmente em países desenvolvidos como Canadá e Estados Unidos. E a melhora desses índices aconteceu não apenas por políticas de saúde bem organizadas, mas pelo clamor que essas campanhas (como exemplo: Eu sou 12 x 8) provocam na população.

Marco Mota      
(CRM 718 – AL) Professor Titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da UNCISAL

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